segunda-feira, 4 de maio de 2015

La Tête en Friche

Daqueles filmes sensíveis, inteligentes e que te prendem do começo ao fim, apresento-lhes: Minhas Tardes com Margueritte.

Créditos: Divulgação

Depois de um dia cansativo, resolvi assistir a alguma coisa para relaxar e, sem dúvidas, acabei fazendo mais que isso. O filme narra à vida de Germain, um homem aparentemente rude e sem conhecimento, totalmente bruto. Mantemos esse pensamento até conhecermos melhor sua história, em que vemos sua difícil infância: por ser gordo e mais alto que seus colegas, era constantemente zoado, principalmente por seu professor, além de ser agredido por sua mãe, verbal e fisicamente.

Em um dia qualquer, Germain vai ao parque para comer seu sanduíche e acaba conhecendo uma velinha de 95 anos que transpira literatura: Margueritte. Quase instantaneamente, eles adquirem um vínculo e, educadamente, ela pergunta se poderia ler para ele, sendo surpreendida pela sua incrível memória auditiva.

O fato é que Germain nunca foi estimulado a estudar quando criança, tomando como verdade a fala de pessoas: taxando-o de burro e incapaz, portanto, percebemos sua relutância em aprender. Conforme os encontros com Margueritte acontecem, ele se entregava a magia dos livros e, a partir daí, nos deparamos com o verdadeiro Germain: um homem que cultiva as verduras que vende com todo carinho, mantém uma relação apaixonante com sua namorada e cuida da mãe doente, mesmo possuindo dolorosas lembranças. O valentão é, na verdade, um homem sensível, amante dos pequenos detalhes.

Em um determinado momento, Margueritte conta que logo não poderá mais ler, isso porque “sua visão está morrendo”; ficará cega. Germain não suportando a imagem de sua amiga sem suas histórias, decide que lerá para ela. Tendo que enfrentar todas as suas inseguranças até conseguir fazer isso com clareza, uma de suas maiores dificuldades.

Créditos: Divulgação

É simplesmente incrível como o diretor, Jean Becker faz com que nos apaixonemos pelo personagem interpretado pelo grande (em talento e em tamanho) Gérard Depardieu, transmitindo com clareza a paixão pela leitura e o poder da força de vontade. No final do filme, inclusive, somos surpreendidos com a voz de Germain, como se ele estivesse contando toda a história em um livro que ele mesmo escreveu! O gigante torna-se não só um excelente ouvinte, mas também um talentoso contador de histórias.

"Um encontro pouco comum, entre o amor e a ternura, não tinha outra coisa. Tinha nome de flor e vivia entre as palavras. Adjetivos rebuscados, verbos que cresciam como a grama, alguns ficavam. Entrou suavemente desde o córtex até o meu coração.
Nas histórias de amor há mais que amor. Às vezes não há nenhum 'eu te amo', mas se amam.
Um encontro pouco comum. Eu a conheci por acaso no parque. Ela não ocupava muito espaço, era do tamanho de uma pomba com as suas penas. Envolta em palavras, em nomes, como o meu. Ela me deu um livro, e outro, e as páginas se iluminaram. Não morra agora, há tempo, espere. Não é a hora, florzinha. Me dê um pouco mais de você. Me dê um pouco mais de sua vida. Espere.
Nas histórias de amor há mais que amor. Às vezes não há nenhum 'eu te amo', mas se amam."



Amei o filme em todos os sentidos e detalhes. Espero que gostem! Beijos,

Tissa

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Alice, onde estão as maravilhas?

Acredito que seja quase impossível alguém não conhecer a história de Alice no País das Maravilhas, principalmente pela famosa versão da Disney, porém o que aparentemente foi feito para crianças, sem um sentido racional, pode vir a se tornar uma obra incrível de crítica à sociedade e ao mundo “maravilhoso” em que vivemos. Por isso, resolvi fazer um post comentando sobre partes que achei interessante e algumas interpretações! Go go go!

Créditos: Divulgação

“Alice no País das Maravilhas”, assim como “Alice através do Espelho” e outras obras consagradas foram escritas por Lewis Carrol, um professor de matemática que buscava a lógica em suas obras (é, pois é), classificada como nonsense (sem sentido),  prova, com todas as suas figuras de linguagem, que no mundo não existe uma verdade preestabelecida, portanto, sem uma interpretação determinada. Resumindo, Lewis mostra que quem constrói um sentido para as coisas somos nós mesmos e, para isso, utiliza de elementos que são considerados absurdos ou impossíveis, interrogando o leitor: Porque o mundo das maravilhas seria menos real do que o mundo em que vivemos?

A história gira em torno de Alice, uma menina que, enquanto fazia tiara de flores, entediada e sem vontade de acompanhar a leitura da irmã, afinal, “para que serve um livro sem figuras e diálogos?”, vê um Coelho Branco de paletó e relógio correndo atrasado. Impulsionada pela curiosidade, Alice vai atrás do Coelho e cai em sua toca. Uma queda longa, muito longa, em um túnel cheio de prateleiras, vasilhas e bugigangas, até chegar ao final, aterrizando cuidadosamente em um aposento comprido e baixo. A partir daí, ela vive momentos totalmente inusitados, tais como aumentar e diminuir de tamanho, conversar com animais e enfrentar cartas de baralho, que se tornam atividades frequentes.

Créditos: Divulgação
"Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então."


Em vários instantes, Lewis exemplifica que, muitas vezes, sobrepomos nossas opiniões e aquilo que achamos certo sobre as pessoas ao nosso redor, esquecendo, como dizia Platão, que não existe uma verdade absoluta. Somos criados para pensar de uma determinada maneira e, quando nos deparamos com ideias diferentes, taxamos aquilo de absurdo e errado, como aconteceu com Alice, que achou que todos, naquele mundo, estavam loucos, simplesmente por agirem fora dos padrões que ela considerava correto.

Em uma dessas várias situações, Alice, perdida na floresta, depara-se com o Gato de Cheshire e resolve perguntar que caminho deve seguir. Ele diz que isso dependeria de onde ela gostaria de chegar, mostrando dois atalhos: um para a casa da Lebre de Março e outro para a casa do Chapeleiro Maluco, afirmando que ambos eram loucos. Ao ouvir isso, Alice fala, já cansada de tudo aquilo, que não queria encontrar pessoas doidas e, com seu largo sorriso, o Gato retruca, assegurando que isso seria impossível, simplesmente porque todos ali eram loucos, inclusive ela. É a partir dessa fala que podemos concluir que não existe uma ordem natural; quando o Gato de Cheshire diz que ele, assim como Alice, são igualmente loucos, ele chega a conclusão de que, independente da maneira como você age ou das ideologias que segue, se encontrar alguém que pensa de maneira contrária, ambos vão ser loucos um para o outro. Ou seja, a ideia de certo e errado é simplesmente inexistente, uma vez que ela depende do tempo e do espaço em que estão inseridos.

Ainda, em outra parte do livro, Alice encontra-se com a lagarta azul, que pergunta quem ela era. A menina, angustiada, obriga-se a dizer que, por ter mudado de tamanho várias vezes, já não sabia mais, achando tudo aquilo estranho. Para ela, era impossível definir algo que estava em constante mudança, como ela naquele momento, o que, para a lagarta, não fazia sentido algum, uma vez que mudar era algo totalmente natural.  Se todas as coisas mudam a todo instante, porque a ideia de transformação seria confusa e impossível de definição? Nessa  parte, Lewis Carroll confronta, novamente, o pensamento padronizado, afinal, na maioria das vezes, somos criados como se fossemos imutáveis e mudar de opinião ou adquirir uma forma diferente de ver o mundo torna-se uma atitude incorreta.

Lewis Carrol e Alice, inspiração para a personagem.

Em diversas outras partes, Lewis coloca a sociedade capitalista em pauta, do qual o coelho sempre atrasado e o chá da Lebre de Março são exemplos. Na hora do chá, eles trocavam de lugar sempre que acabavam de comer o que estava naquele determinado prato. Isso porque não tinham tempo para limpar, fazendo analogia ao mundo consumista em que vivemos, sempre descartando e partindo para a próxima, sem se importar com a sujeira que deixamos para traz.

Existem muitas teorias diferentes sobre as mesmas partes, algumas pessoas interpretam o pãozinho e a bebida que Alice ingere como uma forma de explicar a entrada de drogas na vida de diversos adolescentes e tantos outros assuntos. E é aí que encontramos a graça do nonsense: as várias interpretações e questionamentos que podemos fazer, pois, já que não existe uma maneira única de ver o mundo, uma só maneira de ver esse livro seria um completo absurdo, não é?

São muitos os comentários que gostaria de fazer, mas o espaço não permite (hahaha). Infelizmente, não tenho o livro físico, li online mesmo, em PDF (clique aqui), portanto o post não vai poder ter fotos bonitas nem nada (AINDA, faço questão de comprá-lo). O fato é que é uma ótima leitura, e não só para as crianças!

       E aí, o que acharam? Beijões,
Tissa.

domingo, 26 de abril de 2015

O Candidato Honesto

          Olá, pessoal! Sei que ficamos algum tempinho sem aparecer aqui, mas estamos de volta!

          Ontem fiz uma coisa que há MUITO tempo não fazia: tive minha noite livre para fazer o que quisesse. Então, para fazer valer a folga, decidi assistir a um dos filmes que estavam na minha listinha, O Candidato Honesto.

Créditos: Divulgação.

          A história se passa aqui no Brasil mesmo, em época de eleições e o personagem principal, João Ernesto, é um dos candidatos à Presidência da República. Como "todo" político (pelo menos aos olhos da maioria) João Ernesto não era santo, mas não era MESMO. Só que sua campanha, como sempre, dizia o contrário. Segundo as propagandas, ele seria a melhor opção para a nação pois caçaria a corrupção a apoiaria as mais diversas classes trabalhadoras.

          Em uma certa noite antes das eleições o candidato recebeu uma ligação que lhe informava sobre o estado de sua avó, a qual o criara desde pequeno e, por isso, decide visita-la. Após uma certa conversa, a avó de João Ernesto lhe suplicou que realizasse seu último desejo, o de ter um neto honesto.

         Após o enterro da avó, João segue com seu cronograma normal de político, programas, debates, reuniões e campanhas. Contudo, sempre que tenta mentir e usar o "jeitinho brasileiro", não consegue. O candidato percebe então que está sobre o efeito deum "mandinga" jogada por sua avó.

          Não podendo mentir, João Ernesto deixa vir à tona muitas verdades: sua real opinião sobre sua esposa, seu envolvimento com o esquema Mesadinha (o qual já não era mensal, mas semanal), e seus pensamentos sobre tudo. Por esses motivos, João Ernesto afunda cada vez mais sua campanha, passando a ser perseguido e desprezado.

          Mesmo tendo mostrado toda a sujeira em seu nome, algumas pessoas ainda acreditam que, por ter se tornado uma pessoa melhor, João Ernesto seria sim o representante ideal. Bom, não irei contar mais detalhes do filme porque quero que vocês mesmos descubram.

         O que mais gostei no filme foi a crítica um tanto quanto bem-humorada que ele traz. A cada cena podemos enxergar a realidade pela qual infelizmente passamos estampada de forma ironizada.
Ah, se tudo fosse como nos filmes!

Fica aqui minha sugestão de reflexão gostosa para vocês, bom filme!
Baci,
Bia.

sábado, 11 de abril de 2015

Cazuza, de Viriato Corrêa

“Cazuza” é uma obra de Viriato Corrêa, na qual conta histórias de sua infância e acontecimentos existentes em meados do século XIX e XX, em especial nas escolas e no Maranhão. Acabei lendo o livro por acaso, em um daqueles típicos momentos de “Ah, ta. Não tenho mesmo o que fazer.”, mas valeu a pena! Foi interessante perceber o quanto a forma de educar mudou, assim como o pensamento das pessoas sobre isso.


Tudo começa quando Cazuza é pequeno, na idade em que ainda se usa “roupas de menina” e deseja começar a ir para a escola. Sua vontade surgiu por dois motivos:  o primeiro é que queria vestir calças de garoto e, o segundo  por conta das festas da palmatória, que tinham como objetivo estimular as crianças, tornando-se, futuramente,  uma grande decepção. 


Passando-se o tempo e entrando na escola, Cazuza percebe que aquele mundo feliz e de festas não era exatamente como imaginava. As decorações não estavam nas paredes, o lugar estava desgastado pelo tempo e não existiam bons materiais, no entanto, existia a palmatoria, e essa funcionava muito bem. A única consolação que teve foi a de usar as tão sonhadas roupas que, depois de um tempo, já não sabiam se valiam realmente a pena.

“As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não a tivesse.”


Mesmo com a forte crítica relacionada a falta de investimento na educação, Viriato consegue mostrar a importância do ambiente escolar, mesmo que seja tão conturbado quanto aquele em que foi criado. Foi ali que conheceu pessoas, fez amigos e aprendeu a ter valores e o conhecimento.

Em cada capítulo novas histórias de colegas e moradores da região do Maranhão eram contadas, tendo sempre a escola como suporte. Crianças que não tinham o que comer, pais que eram contra a alfabetização, enfim, diversos cenários que reforçavam a importância das escolas tanto para o conhecimento quando para o caráter pessoal.


O livro é muito completo em todos os sentidos, a educação é apenas uma entrada para temas como o patriotismo, o trabalho digno e a liberdade que, conforme Cazuza avança nos estudos, vão aparecendo.

Mesmo sendo um livro bem antigo (primeira publicação em 1938) a linguagem não é difícil e a compreensão do livro é simples, mesmo com tantos temas importantes retratados nele. Vale muito a pena ler!


Beijos, Tissa

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Tag: Amo / Odeio

Olááá, pessoas! O post hoje vai ser meio diferente dos que costumamos fazer aqui.



Fui indicada pela fofa de Erika, do blog Erika Villasky para responder a Tag Amo/Odeio! As regras são:
Dizer 10 coisas que você odeia e 10 coisas que você ama;
Indicar 10 blogs para fazer a Tag também;
Colocar a imagem da Tag;
Colocar o blog que deu origem a Tag; ----> Cherry Cookie
Colocar o link de quem te indicou.
Bom, vamos lá!
 
Dez coisas que eu amo:
  1. Deus, família e amigos.
  2. Dias frios e chuvosos;
  3. Leite e Chocolate;
  4. Berinjela, brócolis e jiló (Sim, eu AMO!);
  5. Comida, basicamente;
  6. Ler;
  7. Assistir a filmes;
  8. Música (inclui cantar muito alto e tocar violão);
  9. Conseguir aprender coisas novas;
  10. Gente que sabe como me deixar feliz e faz isso.
Dez coisas que eu odeio:
  1. Frescura;
  2. Mentira;
  3. Olheiras e espinhas (adolescência sendo adolescência);
  4. Pesadelos;
  5. Qualquer inseto que possa voar ou pular em mim;
  6. Calor, eca!
  7. Minhas alergias, rinites e foliculites;
  8. Não poder tomar leite, nem consumir seus derivados;
  9. Esquecer onde "guardei alguma coisa";
  10. Ser tão tímida e ficar TÃO vermelha.
Não conseguirei indicar dez blogs, mas aqui vão alguns dos que gosto muito hahah
 
Amei responder essa tag. Espero ter muuuitas outras para responder também.
Milhões de abraços para vocês!
Baci,
Bia.
 

sábado, 4 de abril de 2015

Dia do Consumidor

Olá, pessoal!

Provavelmente vocês já conhecem o Dia do Consumidor aqui no Brasil, o 18 de março. É um dia bem propício para promoções, não? hahaha

Aproveitando os descontos, comprei dois livros na Americanas. Eles já eram baratos, com as ofertas os preços caíram mais ainda. No total, os dois livros e o frete saíram por R$16,18.
Os livros são O Segredo de Jasper Jones e O Torreão.


 

As sinopses:

Créditos: Divulgação.
"Danny é um nova-iorquino viciado em celular que, entre outros estranhos talentos, consegue detectar na própria pele se um lugar tem sinal de internet wi-fi. Quando seu primo Howard, de quem havia se afastado após uma brincadeira de mau gosto na adolescência, o convida para conhecer o castelo europeu que comprou e está reformando com a intenção de transformar em hotel de luxo, Danny acha que é uma boa oportunidade para retomar o contato e ao mesmo tempo fugir da confusão que arrumou em seu último emprego.

Ao chegar lá, no entanto, as coisas começam a ficar estranhas. O torreão do castelo, que serviu de fortificação durante muitos séculos e resistiu a diversas tentativas de invasão, ainda é ocupado pela antiga proprietária - uma baronesa sinistra que parece velha demais para estar viva. Uma piscina mal-assombrada e um traiçoeiro labirinto subterrâneo completam a aura de mistério do lugar. Quando o pânico toma conta de Danny, ele descobre que a "realidade" pode ser algo em que não consegue mais acreditar. De maneira inventiva e subvertendo os limites entre fantasia e realidade, Egan constrói uma história que prende o leitor a cada página e nos faz ter vontade de reler o livro muitas vezes."




Créditos: Divulgação.

"Numa noite quente de verão, no final de 1965, Charlie Bucktin é acordado por batidas insistentes na janela de seu quarto. O visitante é Jasper Jones, um pária na pequena cidade de Corrigan. Rebelde e solitário, Jasper encarna a imagem do perigo e do mistério para Charlie.

 Portanto, quando Jasper implora sua ajuda, Charlie o acompanha furtivamente pela noite, apavorado mas desesperado para impressionar.

 Jasper conduz Charlie até uma clareira secreta no mato, e é ali que o garoto testemunha a terrível descoberta de Jasper. Carregando o pesado fardo daquele segredo, Charlie precisa enfrentar uma cidade desconfiada, dominada pelo pavor.

 No escaldante verão em que tudo acontece, ele discute com sua impetuosa mãe, apaixona-se nervosamente e luta para manter a integridade de seu fervoroso melhor amigo, Jeffrey Lu. E, na vã tentativa de reparar o que havia se quebrado, aprende a diferença entre mito e realidade, entende por que mentiras bem-intencionadas são como uma maldição e descobre que a verdade é algo difícil de se reconhecer, e ainda mais difícil de se manter no coração. "

Apesar de o prazo máximo para a entrega ter sido de 14 dias após a confirmação de pagamento (que ocorreu no dia seguinte), a compra chegou em apenas 8 dias. Achei muito rápido, principalmente por não ter optado pela entrega mais rápida.

 

Os livros vieram muito bem embalados e em perfeito estado, no entanto o O Torreão, por ter uma capa de "papelão" (menos plastificada), veio com alguns pontos "esfarelando", mas creio que isso não seja culpa da loja, porque pode ter sido causado na hora de embalar. Enfim, esse pequeno incidente foi bem pequeno mesmo.

Os dois livros envolvem mistério e suspense, gêneros que estou tentando inserir mais nas minhas leituras, hehehe. Quando enfim conseguir lê-los, é CLARO que a resenha vai sair aqui no blog!

Alguém aí já leu?
Milhões de abraços!
Baci,
Bia.

terça-feira, 31 de março de 2015

O Teatro Mágico

O Teatro Mágico, com toda certeza, pode receber o título de uma das bandas brasileiras mais completas da atualidade! É uma mistura brilhante de circo, poesia, música, literatura e crítica social que, particularmente, é pra se apaixonar!

O grupo existe desde 2003 e surgiu na cidade de Osasco - SP, no entanto, é incrível quantas pessoas conheço que nunca nem mesmo ouviram falar da banda, e é por isso que resolvi trazer esse post para vocês!

Créditos: Divulgação

O Teatro Mágico foi criado e idealizado por Fernando Anitelli, que, assim como vocalista, é compositor; trabalhando, também, como ator. O restante dos membros são amigos e artistas interessados na proposta do grupo, além de que, não possuem apoio de nenhuma gravadora.

A ideologia da banda gira em torno da “música para todos” e da contra censura da internet, portanto, downloads e compartilhamentos das músicas são totalmente gratuitos e legais.

Créditos: Divulgação

“A nossa principal idéia era mostrar que não existe palco e platéia, com uma muralha que precisa ser quebrada. Um show é uma oportunidade de pessoas raras se encontrarem, e compartilharem das coisas que acham fazer sentido.” – Fernando Anitelli

Nunca consegui classificar exatamente o estilo musical deles, para mim é simplesmente uma poesia cantada (e muito bem cantada, por sinal). As letras, normalmente, falam sobre assuntos do cotidiano de uma maneira leve e delicada, além das críticas sociais.

Bom, fiz um top 10 das músicas e cheguei a conclusão de que é impossível definir uma melhor, portanto, coloquei na ordem que mais tenho escutado:

1- Sonho de uma Flauta
2- Ana e o Mar
3- Zaluzejo
4- O Anjo mais velho
5- Esse mundo não vale o mundo
6- Nosso pequeno castelo
7- Você me bagunça
8- Brilha onde estiver
9- Fiz uma canção pra ela
10- Cidadão de papelão

O grupo tem cinco álbuns, “Entrada para Raros”, “O Segundo Ato”, “ A Sociedade do Espetáculo”,  “Recombinando Atos” e “Grão do Corpo”, além do DVD em comemoração pelos 10 anos da banda, na minha opinião, um dos melhores.


Clique aqui para acessar o site da banda!

Confiram e conte o que acharam! Beijões,
Tissa

terça-feira, 24 de março de 2015

Divergente

Podem me chamar de estranha ou do que quiserem, mas mesmo sendo uma leitora compulsiva, só li Divergente na semana passada. Por mais que a série seja um fenômeno mundial, eu custo a me interessar por ficções científicas. Contudo, decidi dar uma chance, e foi a melhor coisa que eu fiz!

Infelizmente, não pude ler o livro físico. Minha curiosidade repentina foi tão grande que não pude esperar para emprestar ou comprar um. Por isso, acabei lendo o e-book mesmo, o que foi muito bom, porque me fez gostar mais desse tipo prático de leitura. Por esse motivo, o post está sem fotos (eu sei, isso é MUITO trágico).

Créditos: Divulgação.


O livro se passa em uma Chicago futurista cuja sociedade é dividida em facções: Amizade, Audácia, Abnegação, Franqueza e Erudição. Cada uma dessas facções tem uma característica própria muito marcante e, por isso, membros de facções diferentes não possuem muito contato.

Aos desesseis anos, cada jovem deve fazer um teste de aptidão para saber a qual facção pertence, de acordo com seu caráter. Como o costume, chegado o dia , Beatrice e seu irmão, Caleb, ambos da Abnegação, fazem seus testes.

Entretanto, o teste de Beatrice fugiu do padrão, não indicando nenhuma facção possível. Seu diagnóstico era DIVERGENTE. De acordo com Tori, isso era perigoso. Mas quão perigoso realmente seria? Cabia, portanto, à menina escolher uma dentre as cinco facções. Apesar de saber que não pertencia à abnegação, Beatrice temia ter de abandonar a família, já que isso era considerado uma forma de traição.

No dia da cerimônia de escolha, Caleb decide se tornar um erudito, para a surpresa da irmã, a qual se deixa levar pela Audácia. Beatrice se torna Tris. Não somente seu nome mudou, mas também seu físico, seu caráter e sua coragem, os quais são os fundamentos da nova facção, aquela "perigosa" e protetora.

É em um cenário com testes, o medo de sua divergência, a saudade da família e a opressão no novo complexo que Tris conhece pessoas especiais: Christina, Will, Al e, principalmente, o misterioso instrutor Quatro.

Em meio ao romance e às turbulências do complexo, surge a possibilidade de uma guerra entre facções. Segundo boatos, a Erudição estaria se unindo aos líderes da Audácia para tramar uma guerra contra a Abnegação, facção dos governantes. A possibilidade de um combate que poderia exterminar a facção da própria família aterroriza Tris. Somente ela e Quatro poderiam tentar mudar isso, sem que a divergência dela viesse à tona.

Para ser bem sincera, não sou muito experiente em ficção, mas a história em si me agradou muito. A narração muitas vezes detalhada não tornou o enredo maçante, pelo contrário, me deixava cada vez com mais vontade de ler.

Não sei se encontrarei isto nas continuações, mas senti falta de uma explicação maior sobre as facções e seus papeis. No início, nem faz tanta falta, mas no decorrer do livro eu percebi que minhas perguntas estavam ficando sem respostas. Quanto ao tamanho e à divisão dos capítulos, achei o ideal.

Entre qualidades e defeitos, de 0 a 10, minha nota é 9. Parabéns, Veronica Roth!
O livro também virou filme e, como o de costume, fica aqui um aperitivo para quem ainda não assistiu:


Boa leitura!
Baci,
Bia.



quinta-feira, 19 de março de 2015

A Cabana

Confesso que quando me deram “A Cabana” para ler fiquei com receio, imaginando que seria um livro de auto ajuda ou aqueles típicos livros religiosos um tanto quanto apelativos, mas não! Na verdade, o enredo é muito bom!


A história é, basicamente,  a “grande tristeza” de Mackenzie Allen Phillips, ou apenas Mack, que testemunhou um trágico evento envolvendo sua filha. Em um final de semana, em que Mack decide acampar com seus filhos, Missy, a caçula da família, é sequestrada e morta. E mesmo depois de horas e horas de procura, só foi possível encontrar sue vestidinho rasgado e  ensanguentado em uma velha cabana nas redondezas do acampamento.

Depois de anos, pesadelos atormentavam a vida de Mack, até que em um dia, um estranho bilhete é entregue a ele, dizendo que fosse até a cabana. Confuso e curioso, Mack decidi ir, afim de enfrentar as piores lembranças da sua vida. Ao chegar lá, Mack se encontra com a trindade (explicada de uma forma, ao meu ver, muito interessante).

No livro são respondidas muitas questões comuns sobre Deus como, por exemplo, se ele é bom, porque fez o sofrimento? Ou, se ele ama a todos, porque alguns vão para o inferno?



Não concordei com todas as opiniões contidas no livro, achei algumas, inclusive, bem precipitadas, mas em geral é uma boa leitura para quem se interessa por temas assim! Me desagradou um pouco o tamanho dos diálogos (não sei se por conta da tradução), mas era dito várias vezes a mesma coisa, o que deixava a leitura um pouco pesada. 

Caso você não acredite em um Deus, o livro realmente não é feio pra você, por isso, desculpas hahaha mas ainda assim tem uma trama interessante, além de questões sociais, não apenas religiosas.


Boa leitura!

Tissa

terça-feira, 17 de março de 2015

GRB7 - Em Pânico

Quando ainda estava de férias, fiz um post aqui no blog falando sobre uma coleção que eu adoro, as Garotas da Rua Beacon, da Bryant. Nele, prometi que resenharia o volume 7 e aqui estou!
 
 
Pode conter spoilers!
 
A história do sétimo livro gira em torno da festa de Julie Faber, a festa do ano! Quando Julie distribuiu os convites no colégio, a euforia tomou conta. As amigas logo começaram a se programar e planejar suas roupas. Somente algum tempo depois que descobriram que Avery não fora convidada e, além disso, GRB que se preze não abandona outra GRB.
 
Sempre que o assunto da festa surgia, Avery se chateava e o ambiente todo ficava tenso. Além das preocupações com a festa, Maeve ainda tinha de lidar com um teste de matemática que poderia fazê-la reprovar. Isso era o suficiente para que ela passasse mal e tivesse ataques de pânico.
 
No começo, Avery se sentiu totalmente excluída, afinal, por que somente ela, dentre todas as outras, não poderia ir? Para que se sentisse ainda pior, Anna e Joline continuavam com suas chantagens de sempre.
Demorou um pouco para que todas entrassem em um consenso, mas, por fim, decidiram que iriam à festa, com o consentimento de Avery. Além disso, fariam um grupo de estudos na torre de Charlotte para que o teste de matemática não impedisse ninguém de passar de ano.

Quando tudo parecia resolvido, Elena María, irmã de Isabel, decidiu que esta ficaria de babá em seu lugar para que pudesse sair com o namorado. Tudo isso justamente no dia da festa. Mas, após alguns dias, o namoro de Elena com Jimmy terminou, e Isabel poderia ficar livre para sair, se quisesse.
 
No dia da festa, Avery decidiu chamar Isabel para que elas ajudassem a mãe no serviço social com crianças com câncer. E, ao contrário do que se imagina, elas se divertiram muito mais que os convidados de Julie em uma aventura que envolvia trabalhos manuais, parque, ônibus, lanche e participação na TV, enquanto a festa tropical era totalmente arruinada por Bobby, irmão mais velho de Julie, e seus amigos.
Além dessas aventuras, o livro conta com campeonatos de tae kwon do, times de basquete, cinema, banda Macacos Mostarda e, como não poderia faltar, os romances de Maeve.
 


 
Espero que gostem da sugestão. Abrações!
Baci,
Bia.



quinta-feira, 12 de março de 2015

O Reverso da Medalha


Sidney Sheldon pode, sem dúvida, ser considerado um dos maiores escritores/roteiristas de todos os tempos e, “O Reverso da Medalha” é mais uma grande obra que virou minissérie americana na década de 80.


O livro é contado em gerações, toda a história da família Blackwell. E ela inicia-se com Jamie McGregor, um jovem honesto e ambicioso, que sai da Escócia pra a África em busca de riquezas e melhores condições de vida para sua família, a “caça aos diamantes”.  Depois de várias privações e dificuldades Jamie conquista sua primeira riqueza, mas é enganado e roubado, jurando vingança. Neste meio tempo ele conhece Banda, um negro com um ódio eminente de Salomon Van Der Merwe, o mesmo homem que roubara Jamie, criando uma amizade e planos de vingança. Porém, para que seus esquemas fossem concluídos, Jemie deveria engravidar a filha de Salomon, mesmo não possuindo sentimentos por ela, negando casamento.

Passado algum tempo, Margareth, que ainda gostava do pai de seu filho, resolve deixar a criança com ele, a fim de aproximar os dois, o que realmente funciona. Jemie quer ser filho por perto e, para isso, aceita se casar com Margareth. E deste casamento sem sentimentos, nasce Kate Mcgregor.


Kate foi criada como uma mulher forte, do tipo que tome decisões e não aceita que se sobrepõem a ela, feita para comandar a empresa e toda a fortuna deixada por seu pai. Desde criança, Kate foi apaixonada pelo braço direito de Jemie (agora morto, assim como seu irmão), David, mesmo com a descarada diferença de idade. Os dois passavam horas juntos por conta do trabalho e convívio familiar, o que resultou em um casamento e o nascimento de um filho, Tony, o qual não conheceu o pai, que morreu antes de seu nascimento.

Kate, que já tinha um espírito empreendedor, se focou mais ainda na empresa depois da morte de seu marido, prejudicando, até mesmo, seu próprio filho. Depois de ganhar netas, projetou um novo objetivo: Criar Alexandra e Eve para assumirem a riqueza da família no seu lugar. Mal sabendo ela que uma inveja mortal se projetava dentro de sua própria casa.


Um aspecto interessante do livro é como as histórias das diferentes gerações se entrelaçam, tirando aquela impressão de histórias separadas e cortadas que alguns livros sobre famílias possuem.

Depois de “O Reverso da Medalha” foi criada uma continuação chamada “A Senhora do Jogo”, que não foi escrito pessoalmente por Sidney Sheldon. A diferença de escrita é evidente, mas isso fica para outra resenha hahaha


Grandes beijos, boa leitura!
Tissa

terça-feira, 10 de março de 2015

A garota que você deixou para trás.

Heey, pessoal! Como vocês estão? Hoje quero falar sobre esse livro sensacional da Jojo Moyes, que tem me conquistado cada dia mais com sua escrita.


A história começa no cenário francês da Primeira Guerra, com Sophie Lefèvre, que tenta viver em meio às consequências drásticas do combate. Seu marido, Édouard, foi para o front defender a nação. Enquanto isso, a pequena cidade de St. Péronne foi ocupada por soldados alemães, os quais, além de mudarem o modo de vida de toda a população, obrigaram Sophie e Hélène cederem o Le Coq Rouge, o bar da família, para as refeições da guarda alemã.

As coisas estavam ruins por lá, mas estáveis. Porém, Herr Kommandant, o líder da tropa, se mostra misterioso e envolvido com a vida de Sophie, principalmente quando o assunto é o retrato da jovem, feito por seu marido há anos.

Madame Lefèvre é uma personalidade destemida e cheia de certeza. Quando descobre que Édouard foi mandado para um campo de prisioneiros, Sophie se mostra determinada a pagar qualquer preço pela liberdade do marido.

Exatamente na página 123, a história dá um salto, parando, quase cem anos depois, em Londres. Melhor dizendo, na casa e na vida de Liv Halston, viúva de David, um famoso arquiteto. Na parede do quarto de Liv há um objeto em especial, o retrato de uma mulher inabalável de olhar sátiro. Pois é, Sophie.

Do outro lado da cidade Paul, um renomado advogado no ramo de recuperação de obras de arte , é acionado pela família Lefèvre para encontrar o retrato roubado há quase cem anos por um senhor conhecido como... (TÃ NÃ NÃ NÃ) Herr Kommandant!

Em uma bela noite Liv vai a um bar gay para esfriar a cabeça sem ser perturbada e acaba sendo assaltada e ficando totalmente bêbada. Quem a ajuda? Paul, claro hahaha. Assim começa o enredo de amor, raiva, ressentimento, julgamentos, depoimentos, juízes e muita (MUITA) história!

Tenho certeza que essa leitura faz todos viverem cada momento da história intensamente!


Apesar de ver muitas resenhas citando Liv como a personagem fantástica e preferida, Sophie me cativou mais, talvez por seu jeito "durona" e, ao mesmo tempo, feminina.

A edição segue um modelo bem parecido com o de Como eu era antes de você, o que é ótimo, já que eu acho os livros lindos! Por isso, mais algumas fotos...hehe




 


Também já resenhamos o Como eu era antes de você, é só procurar no marcador "Resenhas".
Enormes abraços fofinhos para todo mundo. Boa leitura!
Baci,
Bia.

quinta-feira, 5 de março de 2015

A Garota das Laranjas

Até hoje, dos livros do Jostein Gaarder que li, não me decepcionei com nenhum. Nem com sua forma de escrita, nem com suas ideias. E adivinha? Com “A Garota das Laranjas” foi igualzinho!



A história se baseia em uma carta deixada para Georg Røed com apenas 15 anos, de seu pai, morto há 11 anos, Jan Olav. Georg, quando chega em casa, depois de sua aula, se depara com a família reunida, mostrando a carta achada por sua avó. O choque, tanto dele como do restante dos membros é gigantesco e, assim, inicia-se uma história que aconteceu há muitos anos, quando seu pai ainda cursava medicina.

Em um dia qualquer de sua rotina, Jan Olav entrou em um bonde. E lá estava ela. Uma figura um tanto quanto diferente, com sua cara de esquilo, vestindo um anoraque laranja e carregando um saco pesado de laranjas suculentas junto ao peito, como se fosse um tesouro. Essa foi a Garota à primeira vista, o bastante para atormentar Olav por semanas.

A história, a principio, parece girar apenas no objetivo de Olav em achar a Garota das Laranjas, porém, os ensinamentos que são transmitidos mostram valores importantes, tanto para seu filho, que passa pela adolescência, como para os leitores, valores como a determinação para alcançar sonhos e encarar desafios. Tudo isso com amor, o amor que pode salvar-nos de uma vida banal e sem sentido.

No decorrer da carta, George e Olav formam um vinculo, mesmo estando em tempos e espaços diferentes. Lembranças de pai e filho surgem, além da descoberta de gostos em comum, fazendo George compreender os últimos sentimentos de seu pai.


Além da parte romantizada do livro, temos a parte filosófica e de questionamento (porque, por favor, estamos falando de Jostein Gaarder). Mesmo tendo lido o livro há algum tempo, a parte em que Jan Olav se pergunta se nossa existência vale a pena, nunca saiu da minha cabeça.

O livro realmente me fez encarar a morte de uma maneira diferente.

Outro ponto que achei interessante é o fato de sempre utilizarem crianças para descrever o amor e, George, que estava saindo de sua infância para uma vida adulta, tinha necessidade de ouvir algo que lhe desse fé novamente. Aparentemente, quanto mais envelhecemos, mais esquecemos do porque vale a pena viver.


Espero que gostem! Boa leitura e até a próxima!

Tissa.

terça-feira, 3 de março de 2015

Rumo à liberdade.

Olá, pípou! Tudo bem com vocês?


Na semana passada eu fiquei sem livros para ler (sim, isso aconteceu),então comecei a procurar dentre os meus algum que eu já tivesse esquecido ou quisesse ler novamente, e acabei achando este, da Giselda Laporta Nicolelis, que comprei em um sebo em 2010.

Pra quem quer um livrinho para ler durante as aulas, é ótimo! De tão pequeno, li ele em menos de uma hora.

Atenção, esse post contém spoilers!

A história começa com Luís, um doutor que, após passar um ano em Vão das Pedras, uma pequena cidadezinha, retorna para São Paulo. Em seu caminho de trem, relembra toda sua trajetória em flashbacks que surgem em seus sonhos enquanto o pect-plact dos trilhos o embala.  Não sei como Giselda conseguiu fazer isso tão bem em somente 45 páginas, mas ela fez!

Quando criança, Luís morou com a mãe, que trabalhava o dia inteiro, e com seu avô Horácio, sua melhor companhia. Seu pai havia falecido.
Devido à falta de seu pai, Luís era deixado de lado na escola e, por isso, não conseguia fazer amigos. Foi por causa dessa solidão que um dia seu avô saiu de casa dizendo que voltaria com uma companhia para o menino. Voltou, porém, com uma caixa cheia de furos que abrigava um Vira, uma espécie de passarinho. Luís ficou desapontado, é claro. Contudo, com o passar do tempo, percebeu que o pássaro se tornara não só seu melhor amigo, mas parte da família, da comunidade e até do grupo de amigos da escola, onde o menino ficou super popular.



Luís, assim como toda criança que possui um bichinho de estimação, temia que o amigo fugisse, mas mesmo assim, não prendia Vira-Mundo (como ficara conhecido) nem lhe cortava as asas, pois queria que o animalzinho tivesse liberdade e pudesse usar dela, mesmo que isso lhe custasse.

Como já era de se esperar, um dia Vira-Mundo voou, foi para longe. A princípio, Luís ficou inconsolável, mas depois percebeu que ele havia concedido esse direito à ave e que ninguém poderia lhe tirar o que o Vira havia lhe dado. Após algum tempo na falta de Vira-Mundo, Alcides, amigo de Horácio, decidiu presentear o menino com um novo Vira, que o concedeu novamente tantas alegrias. Mas assim como Vira-Mundo, o ouro vira se foi.  Fora seu avô quem lhe dissera que isso era uma consequência de crescer, que todos são como os pássaros, um dia poderão bater as asas rumo à liberdade.

Mais algumas fotos, porque não resisti. Esse livro é muita fofura!





Espero que gostem da sugestão de leitura.
Muitos e muitos abrações para vocês!
Baci,
Bia.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Contato

Caso você tenha alguma uma dúvida, sugestão, reclamação, proposta ou outros motivos e queira nos contatar, envie um email para umagotanomundo@hotmail.com . Será um prazer responde-lo!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Tutorial de Desenho: Olhos

Ohhh, e aí, pessoal? Provavelmente vocês não saibam, mas desenho há alguns anos e ás vezes faço algumas encomendas de desenho. Então, enquanto pensava em posts para o blog, decidi tentar fazer algum tutorial para vocês!

Tenho uma mania compulsiva de desenhar olhos sempre que não tenho nenhuma outra ideia, então decidi começar por eles! Caso esse tutorial funcione, pretendo fazer outras partes até conseguirmos formar um rosto, vamos ver o que vai dar!


  • 1° passo: Todo desenho, independente de qual seja, terá seu futuro definido com o rascunho. Quanto mais completo estiver, mais fácil será evitar erros nos passos seguintes. Então pegue o lápis e desenhe tudo que achar importante! No caso do olho, faremos as pálpebras, a pupila, a íris e delimitaremos de onde está vido a luz. 
Assim como mostra o tutorial, existem alguns ‘macetinhos’ para seguir o formato correto do olho (acho uma das tarefas mais complicadas no começo), ou siga o caminho das setas ou utilize o truque dos círculos! Nosso corpo possui uma certa simetria, portanto, algumas partes podem ter seu tamanho delimitado por outras!
  • 2° passo: Depois do rascunho partiremos para a íris (antes sombreie a pupila, não tenha medo de deixar um preto forte, é importante que ela não se confunda com o restante). Primeiramente faça vários risquinhos leves saindo do meio do circulo até a extremidade, preenchendo-o completamente. Em seguida, é hora de colocar profundidade. Para isso, faça ‘risquinhos’ mais fortes perto do contorno e saindo da pupila. É válido, também, fazer algumas manchinhas na parte mais clara, isso vai deixar o olho com o aspecto mais natural e, com isso, mais realista.
  • 3° passo: Se tivermos luz vindo de  um determinado lugar também teremos sombra, por isso é importante delimitar sua origem, para sabermos onde acrescentar o sombreado.
Há várias maneiras de se sombrear um desenho, podemos usar um esfuminho (material próprio para isso) ou utilizar o que temos em casa, como cotonetes ou até mesmo um pedacinho de papel higiênico. Para fazer o tutorial utilizei o cotonete, e o efeito é praticamente o mesmo.


(Para quem tiver curiosidade, fiz todo o desenho com o lápis da imagem, que é um lápis escolar comum.)
  • 4° passo: Acrescentar cílios ou outros detalhes. No começo, uma das minhas maiores dificuldades era direcionar os fios do cílio para o lado correto, antes ficavam todos para o mesmo lado ou virados no lugar errado, mas com a prática peguei o jeito. Portanto, direcione de modo que, nas extremidades, os fios fiquem de lados contrários.

É importante lembrar, caso você esteja aprendendo a desenhar, a nunca se prender somente a tutoriais, eles ajudam muito no aprendizado, mas deve-se tomar cuidado para que ele não vire uma verdade absoluta e você fique desenhando o mesmo olho para todos os desenhos, por exemplo. A melhor coisa a fazer é treinar sua observação!   

Bom, é isso! Espero que tenha ficado claro e peço desculpas se não hahahaha, não desistam de mim, vou aprender! Qualquer dúvida deixem aí nos comentários!


Beijões, Tissa!